LUZA

 A espera no táxi, o trânsito sem fim, o encontro… Luza empresta o ambiente de “Luzia Luluza”, cantada por Gilberto Gil, mas ao contrário da letra dos anos 60, a…

Ópera rock de favela – um rolê pela cabeça de Mateus Fazeno Rock

Rolê nas ruínas é uma ópera rock de favela, contemporânea e realista, sem as cafonices de época dos clássicos do gênero, como alienígenas, seitas religiosas e o sofrimento que é ser um rockstar milionário.

Ilustração de Daniel Carvalho

E tu serás um ermo novamente

É fácil estender meus dedos tortos:
na Eternidade, estamos todos mortos.

Ilha dos mortos - Arnold Böcklin - Terceira versão, 1883

O pagador de promessas – um passeio pelas músicas e obra de Gerônimo

Sua figura é, ao mesmo tempo, culta, politizada e debochada, além de sempre muito exigente com a música, sem modéstia: Gerônimo está na linhagem de Xisto Bahia, Dorival Caymmi, Caetano e Gil, ao melhor estilo da cidade d'Oxum – aquela que é doce e vive se olhando no espelho, sem dispensar um tanto de vaidade.

Ilustração de Peu Dourado

UM OSSO DE MORTO

Caminhei por um trecho sem saber aonde ir: um instinto mais poderoso que a vontade me distanciava de minha morada. Onde buscar coragem para prosseguir? Eu receberia naquela noite a visita de um espectro e esta era uma ideia mortificadora, uma perspectiva aterrorizante.

Ilustração de Iuri Casaes

Para entender uma fotografia, observe um rio

Ainda hoje, muitas pessoas não possuem registros de seus familiares mais próximos. Por isso, volto a perguntar: quem tem direito à uma fotografia?

Colagem de Ema Ribeiro

Amargosa

Mas que raio de cabeças tinham essas pessoas para batizarem o local com tal nome? Será que a carne amarga das pombas era mesmo gostosa? Ora, ora, nome é coisa importante, nome é algo que se materializa nas identidades dos lugares, nome é força simbólica.

Assalto à agencia do Banco do Brasil em 2012. autor desconhecido

O Cinema na Pandemia: festivais em crise

O cinema, em seu modelo de exibição, vem sendo particularmente afetado. Os gigantes do streaming, que já se mostravam vorazes, avançam com muito poder de fogo numa luta cada vez mais desigual. Toda a cadeia de exibição está sendo desmontada.

Detalhe da pintura de Amine Barbuda

ARTE URBANA E OS CIRCUITOS DO BAIRRO DO COMÉRCIO

Sempre fico me perguntando por que em Salvador há o que chamo de “síndrome de reinvenção da roda”. Explico: cada vez que se faz alguma coisa, há certa negação do passado de ações similares e até parece que incomoda reconhecer que projetos do mesmo tipo podem somar na consolidação de trajetórias e circuitos.

Não acredito que a covid nos separa

Até então reagia às agressões enquanto um homem que apresentou uma performance. E enquanto homem, eu tenho medo. Enquanto artista, o medo existe. É diferente. Eu não “tenho” medo. O medo “está lá”.

Ilustração de Lia Cunha

Galáxia inexplorada – (brevíssimo mapa de cintilações na poesia contemporânea brasileira)

Não sou um crítico buscando ser histórico: sou um poeta oferecendo sua apreciação; ou seja, completude, também pelo espaço, é impossível. Não obstante, diante do negacionismo crítico que decreta sobre a poesia que está “tudo parado, nada acontece”, repito Galileu e digo eppur si muove.

Ilustração de Milton Mastabi

A Pedra Curatorial

O kaminho decolonial ou kontra-kolonial é longo e cheio de pedras, mas não são as pedras que devem ser condenadas: as pedras nos cantam sobre os futuros, são nossas aliadas.

Ilustração de Lia Cunha

Foto Fantasma – Teatralidade e os presentes da performance

As fotografias sujam a presença pura da performance, tiram sarro dela, pedem revisão histórica e clamam pelo acerto de contas.

Ilustração de Flávia Bomfim

kkk

Ilustrações de Iuri Casaes

Todo cidadão do nosso país não somente maldiz o presidente e a família presidencial mas, secretamente, também fantasia a morte deles todos, é tudo o que digo a meu amigo, por mais abalados que digam ficar quando alguém confessa essa fantasiação.

A permanência dos pássaros

É impossível passar incólume à leitura ao revés que Morrison faz do mito da torre de babel, quando ela diz que nunca estaríamos prontos para ascender ao paraíso com uma única língua, ou seja, sem a diferença, sem conhecer o Outro, sem viver a dissemelhança, a diversidade, a heterogeneidade, e que talvez o paraíso se encontre justamente aí.

recorte no olhar de toni em fotografia de Bert Andrews - (1970)

O Intelecto e o Esqueleto

O canção é uma parceria entre Mateus Dantas e o veterano compositor Roberto Araújo. “A música nasceu a partir da sensibilidade de olhar o outro: o outro descartado, abandonado, desprezado,…

LAVRENTIVS MEDICES – a poesia do senhor de Florença

Os poemas de Lorenzo seguem o princípio de que a Beleza perpassa simpaticamente seres e coisas, impregnando as almas de uns nas dos outros. Esteve também em contato com as melhores mentes de sua época, e a maior parte delas foi ele mesmo quem patrocinou.

Lorenzo de' Medici, o Magnífico em moeda de Niccolò Fiorentino - Samuel H. Kress Collection - National Gallery of Art - Washington, DC.

CINCO DIÁLOGOS COTIDIANOS DE UMA DRAMATURGIA EM PANDEMIA

PAULO. Não, veja bem, não mudou muito. Eu achei estranho o povo não aparecer dando comida, mas fora isso… Tô achando tudo igual… (pausa, gracejando) Esse povo de máscara achei que fosse alguma alucinação, sei lá, da fome!

Foto de TC

Penugem, pedra

Não estava acostumada com um andando e o outro falando. Meus homens. Era estranho. De repente, como se pressentisse algo, eu não me sentia mais tão feliz.

Ilustração de Peu Dourado

O Londrino

Nasci, como ouviste, na multidão. Isso gerou em mim uma completa afeição por esse modo de vida, somado a uma aversão quase intransponível à solidão e às cenas rurais.

Retrato de Charles Lamb pintado por William Hazlitt - National Portrait Gallery - Londres

Nuvens

O pensamento, matéria coletiva e, por isso mesmo, diversa, faz com que as nuvens tenham diferentes colorações de acordo com os elementos que as formam.

Padrões circulares de nuvens no horizonte brasileiro. Fonte: NASA

Leia-me um pouco bêbada ou comendo algo que goste

Comemoro a existência de todos esses trabalhos desenvolvidos durante a pandemia, que celebram a vida, e rearranjam a possibilidade do encontro.

Foto de Lara Duarte
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