EDIÇÃO 20 | Junho 2018


EMERSÕES

Se um dos entendimentos sobre arte contemporâneas a coloca no lugar da arte da experiência total – corpo, ética, estética, política, pensamento, como sendo a mesma coisa – QUASEILHAS é seu sinônimo.

Foto de divulgação Quaseilhas
Taylla de Paula 2018

Toshiro moleque doido

Desde o début com São Mateus não é um lugar assim tão longe, Rodrigo Campos vem elaborando propostas complexas em seus discos. Há sempre fios esticados em tensões corajosas no encadeamento de seus trabalhos, faixa a faixa, disco a disco.

Foto do disco "Conversas com Toshiro" | Mariana Decourt 2005

O EFEITO SALENKO

Na primeira Copa que vi, a dos EUA, em 1994, quando eu tinha oito anos, só competiam vinte e quatro times. O Brasil estava no grupo B, junto com Rússia, Camarões e Suécia. Os artilheiros foram Stoichkov, da Bulgária, e Oleg Salenko, da Rússia com 6 gols cada. Salenko jogou vinte minutos contra o Brasil...

O banquete
Amine Barbuda 2018

O BLUES DA ESTRADA ABERTA

Ele não era o tipo que conta mais que uma vez uma história, e sendo isso uma demonstração de veracidade, ao mesmo tempo as circunstâncias do relato estarem tão definidas em minha mente me parece que nós dois dividimos uma lembrança por simbiose.

Tião Carreiro
Amine Barbuda 2018

UM FILME DE SÉRGIO BIANCHI

Há tretas que valem textão no facebook, há tretas que valem um doutorado. O filme em questão merece um meme.

Foto do filme "The Square"

O TABU NO TRONO

Alguns universos são tão naturalizados na formação estética das crianças - incluindo-se aí as crianças que os adultos outrora foram - que não é fácil lançar um olhar distanciado sobre as histórias e narrativas que deles provêm.

Foto de divulgação Príncipes

Hiperviolência e pornografia como “cosmética de si”

A duração e o sombreado retornam para assombrar, iludir, desviar. Ainda será possível o erotismo?

Flor originária
Thais Calazans 2018

Amine Barbuda entrevista o múltiplo Pasqualino Magnavita

Amine Barbuda encontra o múltiplo Pasqualino Magnavita.

Encontro | Daniel Guerra 2018

O filósofo foi ao cinema

O ano de 1927 talvez tenha sido um dos mais decisivos na vida de Walter Benjamin [1892-1940], sobretudo em sua relação com a política e, especialmente, em sua interpretação da trama que se estabelece entre política e cinema.

"Mon cher, je suis fatigué, et j'ai Besoin de ropos; je vais flâner au Brésil!", obra de Luís Arnaldo.
Amine Barbuda 2018

QUANDO TRINCAM AS JANELAS

  Quando alguém reconhecido e amparado pelo sucesso e pelo status quo silencia sobre algum tema relevante tudo permanece igual no tribunal. Mas, se um fracassado se acovarda e se abstém, as paredes da realidade chacoalham.

Hombre atrapado con la pinga | Amine Barbuda 2018

UMA MULHER QUE RI

Um teatro, uma igreja, o terreiro-mãe da São Salvador: coisas que convivem em mim e no Centro Cultural da Barroquinha, aonde vou chegando para ver Iyá Ilu.

Foto de Andréa Magnoni | Andréa Magnoni 2018

Preciso escrever sobre Gerald Murnane

Sendo “Preciso escrever?” a primeira linha de Barley Patch (2009), livro do australiano Gerald Murnane (1939) depois de toda uma década sem escrever ficção. “Preciso escrever?” precisando também ser o primeiro questionamento deste escrito que aqui se encontra.

Para Paul Klee
Amine Barbuda 2018

Crítica: crise: clichês

Ir na etimologia da palavra crítica e pensá-la como crise é um clichê, mas qual outra saída se apresenta, se o que ainda mais temos são os clichês sobre a crítica, sobre o papel do crítico, sobre o que o crítico deve pensar, como deve agir, a quem deve elogiar ou não elogiar? Se o que mais temos são as crises contínuas da crítica por toda parte?

Clichês
Amine Barbuda 2018

Talitha Andrade

A artista Talitha Andrade nos traz sua curadoria de memes quase em luto pelo mundo.

Último selfie em Pompeia

A cidade em cujas escavações estou participando se chama Pompeia, um dos sítios arqueológicos mais importantes da Terra. É o único lugar onde ocorreu a sobreposição de duas camadas históricas muito distantes temporalmente.

Praticante de selfie tendo ao fundo a Fontana del Nettuno, na Piazza della Signoria, em Florença | Diego Mauro 2015 d.C.

Cinco poemas de Paul-Jean Toulet

Abril, cujo odor nos augura
Renovado prazer,
Tu descobres no meu querer
A secreta figura.

Ah, pagar a murta ao Mirtilo,
A íris à Desdêmona:
Para mim duma rósea anêmona
Se abre o negro pistilo

Coisas | Amine Barbuda 2018

Zé Manoel – Percurso aberto

Quem vê as apresentações dobradinhas de Zé Manoel na Casa da Mãe se repetirem sempre cheias, com o músico circulando à vontade e cheio de sorrisos pelo Rio Vermelho, acha que sua relação com Salvador começou por causa das apresentações de Canção e silêncio.

| Pérola Mathias 2018

O ACERVO DAS COISAS PRESCINDÍVEIS

Mudei-me para este apartamento há mais de dois anos, após uma separação. Estava enfim sozinha, morava sozinha, dormia sozinha, fazia refeições sozinha. Nunca havia sido assim. E era bom e ruim.

Julia Codo 2018

YIN E YANG

Devo reconhecer que, muito a contragosto, minha viagem começa em Macau, ainda que até hoje meus familiares jurem de pés juntos que nunca estive lá. Mas quem jura costuma mentir, e há evidências suficientes que provam o contrário.

Duplo Revelado
Letícia Carvalho

corpo linha corpo ponto corpo papel cidade fundo corpo estrutura pó corpo arquitetura de carne e osso

Corpo-arquitetura fala sobre nossos desejos de camuflar-se, de confundir-se, de construir outras paisagens ou sermos levadas pela brisa fresca que ainda há.

A série Corpo-arquitetura foi realizada pelas artistas Beatriz Cruz, Sandra-X (performers), Cacá Bernardes (fotógrafa) e Vânia Medeiros (artista visual), a partir das pesquisas feita pelas artistas no Coletivo Teatro Dodecafônico, do qual fazem parte.
Beatriz Cruz, Sandra-X, Cacá Bernardes e Vânia Medeiros

QUEIMEM OS POETAS MALDITOS!

Não é porque você se tornou artista que isso te eximirá de ser um completo idiota. Ser artista não te salva de nada: nem das agruras da vida, nem da timidez, nem da falta de consistência política, nem da burrice, nem da canalhice.

Foto de divulgação

Filhote de Esfinge

Foi num forró com pouca dança que tomei conhecimento da história de Pata de Onça, um rabequeiro paraibano que chegou às promissoras terras paulistanas já em meio aos palcos de forró no Largo da Batata. O ano é 1986 e o bar era Asa Branca, casa de músicos nordestinos como Azulão, Dominguinhos e Zé Pitoco

Fotos do livro manu maltez
Amine Barbuda 2018
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